terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

Bolsas europeias sobem após dados espanhóis fortes; Dax +0,16%


As bolsas europeias subiram nesta terça-feira após a divulgação de dados fortes sobre a atividade do setor de serviços espanhol, embora a incerteza política na zona do euro continue pesando.

Durante as negociações europeias da manhã, o índice EURO STOXX 50 subiu 0,37%, o CAC 40 da França avançou 0,43%, ao passo que o DAX 30 da Alemanha apresentou alta de 0,16%.

O grupo de pesquisas Markit informou que seu índice de gerentes de compras (PMI) para o setor de serviços da Espanha subiu para 47 em janeiro, de uma leitura de 44,3 no mês anterior, superando as expectativas de uma queda para 44,1.
Enquanto isso, as novas incertezas políticas na Espanha e na Itália reviveram os temores acerca de uma nova crise da dívida na região, fazendo o custo do endividamento desses países subir.

O primeiro-ministro espanhol, Mariano Rajoy, enfrentou pedidos de resignação do posto após alegações de corrupção contra ele e suas autoridades seniores no atual Partido Popular, ao passo que a incerteza quanto ao resultado das próximas eleições italianas cresceram uma vez que o ex-primeiro ministro, Silvio Berlusconi, subiu nas pesquisas de opinião.

O setor financeiro ficou em alta, uma vez que os papéis dos bancos franceses Societe Generale e BNP Paribas subiram 0,84% e 0,16%, ao passo que os do banco alemão Deutsche Bank avançaram 0,35%.

Outros bancos da zona do euro também apresentaram ganhos, com as ações dos italianos Unicredit e Intesa Sanpaolo alavancando 2,72% e 2,12%, ao passo que as dos bancos espanhóis Banco Santander e BBVA se recuperaram 1,22% e 0,86%.

Em outros lugares, as ações da Munich Re alavancaram 2,72% após a maior resseguradora mundial ter dito que aumentará seu dividendo de 2012.

No lado negativo, as ações do Royal KPN NV despencaram 21,46% após anúncio de que a empresa venderá € 4 bilhões em ações.

Em Londres, o FTSE 100 subiu 0,54%, uma vez que os mercados estavam aguardando a divulgação dos dados sobre a atividade do setor de serviços britânico, na tarde de hoje.

A gigante Anglo American apresentou ganhos, com suas ações subindo 0,74%, ao passo que as ações da rival BP cresceram 1,64%.

Enquanto isso, as ações de mineração apresentaram perdas. As ações da BHO Billiton caíram 0,12%, as da Eurasian Natural Resources recuaram 0,76%, ao passo que as da produtora de cobre Xstrata contraíram 0,47%.

O setor financeiro britânico apresentou cenário misto, com as ações do Lloyds Banking subindo 0,20% e as do Royal Bank of Scotland avançando 0,81%, ao passo que as do HSBC Holdings e Barclays caíram 0,07% e 0,44% respectivamente.

Nos EUA, os mercados acionários apontaram abertura em alta. Os futuros do Dow Jones Industrial Average apontaram alta de 0,15%, os do S&P 500 sinalizaram aumento de 0,24%, ao passo que os do Nasdaq 100 indicaram ganho de 0,15%.

Também hoje, o Markit disse que o PMI para o setor de serviços da Itália caiu 43,9 em janeiro, dos 45,6 atingidos no mês anterior, decepcionando as expectativas de um aumento para 45,8.

No fim do dia, o Instituto de Gestão de Abastecimento (ISM) dos EUA deve publicar um relatório sobre a atividade do setor de serviços.

By Forexpro

domingo, 3 de fevereiro de 2013

Forex - Previsão semanal: 4 a 8 de fevereiro


O dólar norte-americano atingiu uma nova baixa de 14 meses em relação ao euro na sexta-feira, uma vez que os dados sobre o emprego nos EUA reforçaram as expectativas de que o Federal Reserve (Fed) manterá seu programa de flexibilização monetária, ao passo que a moeda norte-americana subiu para o maior nível desde maio de 2010 em relação ao iene.

O Ministério do Trabalho dos EUA informou que a economia do país gerou 157.000 postos de emprego em dezembro, pouco abaixo das expectativas de um aumento de 160.000, ao passo que a taxa de desemprego subiu para 7,9%, dos 7,8% atingidos em novembro.

Entretanto, os números das folhas de pagamento do setor não agrícola de novembro e dezembro foram revistos para cima, atingindo 247.000 e 196.000, respectivamente.

O relatório foi divulgado após dados terem mostrado que a economia norte-americana contraiu 0,1% no quarto trimestre, confundindo as expectativas de um crescimento de 1,1% e uma queda acentuada dos 3,1% do trimestre anterior.

Na quarta-feira, o Fed disse que continuará com o seu programa de flexibilização de US$ 85 bilhões por mês “se as previsões para o mercado de trabalho não melhorarem substancialmente".

O banco central norte-americano reiterou que continuará mantendo as taxas de juros perto de zero até que a taxa de desemprego fique abaixo de 6,5%.

A moeda única também encontrou apoio após dados terem mostrado que a atividade manufatureira na zona do euro melhorou em janeiro, ao passo que a inflação e o desemprego estabilizaram-se, apoiando a visão de que a crise na região está diminuindo.

Em dezembro, o índice de gerentes de compra (PMI) para o setor de manufatura da zona do euro melhorou de 46,1 para 47,9, ainda abaixo da marca de 50 que separa contração de expansão, mas na menor taxa de contração em 11 meses.

Enquanto isso, relatórios separados mostraram que a taxa de inflação na zona do euro caiu para 2% em janeiro, dos 2,2% atingidos em dezembro, quase em consonância com a meta do Banco Central Europeu (BCE), ao passo que a taxa de desemprego ficou estável em 11,7% no mês passado.

EUR/USD atingiu 1,3711 na sexta-feira, a maior alta do par desde meados de novembro de 2011, antes de estabilizar-se em 1,3639.EUR/JPY atingiu uma alta de 126,97, a maior alta desde abril de 2010, antes de estabilizar-se em 126,55.

O iene permaneceu amplamente mais fraco em meio a expectativas de que o primeiro-ministro japonês, Shinzo Abe, continuará fazendo pressão para o que o Banco do Japão implemente medidas de flexibilização mais agressivas visando combater a deflação.

O dólar norte-americano ampliou seus ganhos em relação ao iene na sexta-feira após dados terem mostrado que a atividade manufatureira norte-americana melhorou para uma alta de nove meses em janeiro, ao passo que o sentimento do consumidor melhorou inesperadamente em janeiro.

USD/JPY atingiu 92,97 na sexta-feira, antes de se consolidar em 92,75, em alta de 1,16% no dia e de 2,52% na semana.

Em outros lugares, a libra esterlina despencou 1% em relação ao dólar norte-americano, na sexta-feira, e atingiu baixas de 15 meses em relação ao euro, uma vez que dados manufatureiros britânicos decepcionantes somaram-se aos temores relacionados à economia vacilante.

GBP/USD encerrou a semana praticamente inalterado perto de uma baixa de cinco meses, a 1,5696, ao passo que EUR/GBP encerrou a semana em alta de 1,44%, a 0,8692.

Nesta semana, os investidores estarão aguardando o resultado as próximas reuniões de política do BCE, Banco da Inglaterra e Banco da Reserva da Austrália, ao passo que dados norte-americanos e britânicos sobre a atividade no setor de serviços também estarão em foco.

Antecipando-se à próxima semana, a Forexpros compilou uma lista desses e de outros eventos significativos que podem afetar os mercados.

Segunda-feira, 4 de fevereiro

A Austrália deve divulgar dados oficiais sobre os alvarás de construção, um indicador primário da atividade futura de construção.

Na zona do euro, a Espanha deve produzir dados do governo sobre a mudança na quantidade de pessoas desempregadas.

O Reino Unido deve produzir um relatório sobre a atividade do setor de construção, um indicador importante da saúde econômica do país.

Os EUA devem divulgar dados oficiais sobre os pedidos às fábricas, um indicador importante da produção.

No final do dia, a Nova Zelândia deve publicar dados do governo sobre os custos trabalhistas, um indicador importante da inflação ao consumidor.

Terça-feira, 5 de fevereiro

A Austrália deve divulgar dados oficiais sobre a balança comercial, a diferença no valor entre importações e exportações, além de dados sobre a inflação aos preços de imóveis. Enquanto isso, o Banco da Reserva da Austrália (RBA) deve anunciar sua taxa OCR e publicar sua declaração de taxa.

Os mercados na Nova Zelândia devem permanecer fechados em virtude de um feriado nacional.

O Reino Unido deve publicar um relatório sobre a atividade do setor de serviços, um indicador importante da saúde econômica, bem como dados sobre as vendas no varejo.

A zona do euro deve produzir dados oficiais sobre as vendas no varejo, o indicador do governo para as despesas dos consumidores, que representa a maior parte da atividade econômica geral do país. Ainda na Europa, a Suíça deve publicar dados do governo sobre a balança comercial.

O Instituto de Gestão de Abastecimento (ISM) deve divulgar um relatório sobre o crescimento da atividade do setor de serviços nos EUA.

Quarta-feira, 6 de fevereiro

A Austrália deve produzir dados oficiais sobre as vendas no varejo, o indicador do governo para as despesas dos consumidores, que representa a maior parte da atividade econômica geral do país.

Na zona do euro, a Alemanha deve divulgar dados oficiais sobre os pedidos às fábricas, um indicador importante da produção.

O Canadá deve publicar seu índice Ivey de gerentes de compra (PMI), um indicador importante da saúde econômica do país.

Os EUA devem divulgar dados do governo sobre as reservas de petróleo bruto.

Também na quarta-feira, a Nova Zelândia deve divulgar dados trimestrais do governo sobre a mudança na quantidade de pessoas empregadas e na taxa de desemprego.

Quinta-feira, 7 de fevereiro

O Japão deve divulgar dados oficiais sobre os principais pedidos de máquinas, um indicador importante da produção.

A Austrália deve divulgar dados trimestrais do governo sobre a alteração na quantidade de pessoas empregadas e na taxa de desemprego, bem como dados do setor privado sobre a confiança no ambiente de negócios.

O Banco Nacional da Suíça (BNS) deve publicar um relatório sobre as reservas em moeda estrangeira, que provê informações sobre as operações de câmbio atuais do BNS. A Suíça deve produzir dados oficiais sobre o clima do consumidor.

O Reino Unido deve divulgar dados do governo sobre a produção manufatureira e industrial, bem como um relatório sobre a balança comercial. No final do dia, o Banco da Inglaterra deve anunciar a sua taxa básica de juros.

Na zona do euro, Espanha e França devem realizar um leilão de títulos públicos de 10 anos, ao passo que a Alemanha deve divulgar dados oficiais sobre a produção industrial. Enquanto isso, o BCE deve anunciar sua taxa básica de juros; o anúncio deve ser seguido por uma coletiva de imprensa pós-reunião de política com o presidente do banco, Mario Draghi.

O Canadá deve publicar um relatório do governo sobre os alvarás de construção, bem como dados sobre a inflação aos preços de imóveis.

Os EUA devem divulgar o relatório semanal do governo sobre os pedidos iniciais de auxílio-desemprego.

Sexta-feira, 8 de fevereiro

O Japão deve produzir dados oficiais sobre as transações correntes. Em outros lugares, a China deve publicar dados oficiais sobre o índice de preços ao consumidor.

O Banco da Reserva da Austrália deve publicar sua declaração de política monetária, que provê informações sobre a perspectiva do banco com relação à previsão para a economia.

A Suíça deve divulgar dados oficiais sobre a taxa de desemprego e sobre as vendas no varejo.

No final do dia, o Canadá deve publicar dados do governo sobre a altereação na quantidade de pessoas empregadas e taxa de desemprego, bem como dados sobre a balança comercial.

Os EUA devem resumir a semana com dados oficiais sobre a balança comercial.

Analise da paridade EUR/USD da Ultima semana


A Europa, no seu todo, começa a dar sinais de recuperação. Sexta Feira foi dia da revelação dos indicadores macroeconômicos ao nível dos PMI. Todos eles mostram uma recuperação, menos o Reino Unido, mas isso é um caso à parte.

Contudo já se nota sinal de recuperação na Itália o que é bom para o EUR/USD. Para ajudar à valorização da paridade, a revelação da Taxa de Desemprego na Zona Euro que desceu para 11.7%. Sinal de recuperação de emprego. À tarde tivemos a divulgação da Taxa de Desemprego nos EUA e aí nao tivemos surpresas.



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